A Reforma do Imposto de Renda que entrou em vigor em 2026 trouxe mudanças relevantes que impactam diretamente empresários, investidores e profissionais de maior renda. Enquanto parte da população passa a pagar menos imposto, quem possui empresas, recebe lucros ou tem renda elevada precisa redobrar a atenção ao planejamento tributário.
Entender esse novo cenário não é apenas uma questão fiscal. É uma decisão estratégica que pode influenciar retiradas de lucros, organização financeira e crescimento do negócio.
O que mudou com a Reforma do Imposto de Renda em 2026
A nova estrutura trouxe três pilares principais:
- Isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês
- Redução gradual do imposto para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350
- Nova tributação para rendas mais altas, principalmente ligadas a dividendos
A ideia foi aliviar a carga para a base da população e compensar a arrecadação com a tributação de quem possui maior capacidade contributiva.
Nova tributação sobre dividendos preocupa empresários
Um dos pontos mais relevantes da reforma para quem tem empresa é a retenção de 10% sobre dividendos que ultrapassem R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.
Essa retenção não é necessariamente um imposto definitivo, pois pode ser compensada na declaração anual. Ainda assim, muda totalmente a lógica de planejamento das retiradas de lucros.
Empresários que costumam retirar valores mais altos mensalmente passam a precisar de estratégia e organização para evitar impactos no caixa pessoal e tributário.
Imposto mínimo para altas rendas
Outra mudança importante foi a criação de uma tributação mínima anual para quem tem renda acima de R$ 600 mil por ano.
Nesse cálculo entram não apenas salários e pró-labore, mas também:
- Dividendos
- Aluguéis
- Ganhos de capital
- Rendimentos de investimentos
Na prática, isso exige um acompanhamento mais técnico da estrutura de renda do empresário ao longo do ano.
Empresas do Simples Nacional também são impactadas
Muitos acreditam que a reforma atinge apenas empresas maiores, mas isso não é totalmente verdade.
Sócios de empresas do Simples Nacional também podem sofrer retenção de 10% sobre dividendos quando ultrapassarem o limite mensal estabelecido.
Ou seja, mesmo negócios menores precisam olhar para a distribuição de lucros com mais atenção e planejamento.
O MEI foi afetado?
Não diretamente.
O Microempreendedor Individual continua pagando sua contribuição mensal normalmente, sem mudanças na estrutura do DAS relacionadas ao Imposto de Renda.
A confusão acontece porque 2026 também marca o início de outras mudanças tributárias no país, mas elas não têm relação direta com o IR do MEI.
A mudança mais silenciosa: organização financeira passa a ser decisiva
A reforma reforça um ponto importante: empresas que não possuem organização contábil e planejamento tributário ficam mais expostas.
Entre os principais cuidados para empresários agora estão:
- Revisar a estratégia de retirada de lucros
- Projetar a renda anual com antecedência
- Manter documentação contábil atualizada
- Formalizar corretamente distribuições
Sem esse controle, o empresário pode pagar mais imposto do que deveria ou ter dificuldades para se adaptar ao novo modelo.
O que fazer agora
Para quem é assalariado, praticamente nada muda na rotina. Já para empresários e sócios, o momento é de revisão estratégica.
A reforma cria um novo cenário onde planejamento tributário deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma necessidade.
Empresas que acompanham seus números, organizam suas retiradas e mantêm a contabilidade estruturada conseguem:
- Reduzir riscos fiscais
- Evitar surpresas na declaração anual
- Manter previsibilidade financeira
- Crescer com mais segurança
O papel da contabilidade nesse novo cenário
Mais do que calcular impostos, a contabilidade passa a ter um papel ainda mais estratégico.
O acompanhamento próximo permite orientar decisões como:
- Quando distribuir lucros
- Quanto retirar mensalmente
- Como organizar a estrutura tributária
- Como proteger o caixa e o patrimônio
A reforma do Imposto de Renda não é apenas uma mudança de regra. É uma mudança de comportamento empresarial.
Quem se adapta cedo, planeja melhor e cresce com mais tranquilidade.